Queda dos clubes históricos

A descida do Beira-Mar da II liga para a 2ª divisão distrital do futebol de Aveiro é mais um acontecimento triste para o desporto rei praticado em Portugal. Os problemas financeiros foram mais uma vez os motivos para que um clube histórico não se aguentasse. Os dirigentes aveirenses preferiram adiar o problema, em vez de aceitar a realidade. O Beira-Mar teve poucas condições para estar ao mais alto nível, mas foi adiando o inevitável. Nos últimos anos tem sido assim. No entanto, também se compreende a atitude arrojada em tentar angariar receitas que invertam o destino do clube. 

A cidade de Aveiro deixa de ter um representante e o Estádio Municipal fica sem jogos. À semelhança do que acontece com a obra construída em Leiria temos mais um elefante branco vazio. 

A notícia é triste para os amantes do futebol que olhavam com desconfiança para as deslocações ao velhinho Mário Duarte e depois ao municipal. Os adeptos aveirenses devem ressuscitar o clube para que ele volte a brilhar. 

Temos vindo a assistir ao desaparecimento de clubes representativos das capitais de distrito. Beira-Mar, União de Leiria e Farense caíram no esquecimento, tendo sido substituídos por formações que apresentam piores condições, sobretudo a nível dos estádios, mas têm todo o mérito em ocupar as vagas nos campeonatos profissionais. No limbo está o V.Setúbal e Académica de Coimbra, que eram formações sustentadas no apoio do público que se deslocava com frequência aos estádios. O Cidade de Coimbra e o Bonfim necessitam de encher. 

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