As explicações dos protagonistas




















Os dois diários desportivos portugueses com sede em Lisboa decidiram publicar, no mesmo dia, entrevistas com os dois responsáveis pelo sucesso do Benfica nos últimos seis anos. A saída do Jorge Jesus do Benfica para o Sporting teve novo episódio. Nas respectivas edições, Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus desdobram-se em razões sobre o que aconteceu no último defeso, mas também no início da temporada. O técnico leonino fala mais do Benfica do que Vieira do anterior treinador, além de não abordar os acontecimentos que se seguiram após a vitória leonina na Supertaça.

A diferença de atitude verifica-se quando entra em campo o nome de Rui Vitória. Jesus falta novamente ao respeito ao treinador benfiquista, enquanto que o líder dos encarnados solicita união. 

As duas entrevistas revelam posturas distintas. Luís Filipe Vieira não quer falar do passado e preocupa-se mais com o futuro e explica porque não quis Jesus no Benfica. O presidente tem razão quando diz que a primeira geração do Seixal foi perdida em termos desportivos, apesar de terem rendido 45 milhões de euros. Jesus não tem a capacidade para mudar o chip nem aquilo em que acredita. Como se está a ver no Sporting há pouco espaço para os jovens crescerem e desenvolverem o futebol na equipa principal, porque no seu lugar está um estrangeiro. As entradas de Aquilani no onze são uma preocupação para Adrien Silva e João Mário. 

O técnico leonino não tem medo de revelar que também gostaria de treinar o FC Porto. Jesus é um grande treinador, mas nunca será alguém confiável para os presidentes. Por esta razão ainda bem que Luís Filipe Vieira mudou de projecto desportivo, mesmo que Rui Vitória venha a ser um rotundo fracasso. 













Comentários

Mensagens populares