Sem extremos

Os planteis do Benfica e Sporting vão ficar órfãos de extremos até à reabertura do mercado em Janeiro. Os leões já contrataram Franco Cervi para entrar no plantel daqui a quatro meses. Ora, não se percebe porque razão Jesus falhou neste aspecto. Os leões contam com poucas soluções para a posição, mas o falhanço no apuramento para a fase de grupos da Champions League tornou inviável a contratação de mais um jogador. Talvez a venda de Diego Capel tenha sido uma má opção. Neste momento Jesus tem Gelson Martins, Bryan Ruiz e André Carrillo para as posições que são ocupadas por dois jogadores, no esquema táctico do treinador. É possível que haja algumas adaptações ou chamadas de jogadores provenientes da equipa B. No entanto, o mais provável é o Sporting jogar mais por dentro do que pelas faixas. Isso será uma mais valia para os adversários que vão encher aquela zona do terreno de jogadores. Uma vez que, nem Slimani ou Téo Gutierrez, abrem muito, o jogo dos leões corre o risco de se tornar previsível. 

O Benfica não vendeu Nico Gaitán, mas deixou Ola John sair. O plantel das águias conta com o argentino, Victor Andrade, Carcela-González, Gonçalo Guedes e o lesionado Salvio. As opções não são muitas, tendo em conta que o marroquino prefere andar na noite do que jogar futebol, Guedes ainda é jovem e Salvio está indisponível até Janeiro. Neste momento só mesmo a magia de Gaitán e a irreverência de Victor Andrade salvam o Benfica. Não sabemos se a não contratação de mais jogadores para aquela posição se deveu a questões técnicas ou falta de dinheiro. Aposto mais na primeira do que na segunda já que também não vale a pena contratar só para preencher posições. Na minha opinião Rui Vitória faz bem em dar condições a novos valores, como é o caso de Gonçalo Guedes. Tenho a convicção que o português pode emprestar qualidade e que vai ganhar o lugar nos primeiros meses do ano. 

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