Jovens técnicos analisam futebol chinês e inglês (parte 2)
O futebol português já teve
alguns jogadores chineses no campeonato principal. O Benfica apostou em Yu
Dabao e uma das promessas de Paulo Futre na campanha eleitoral de Dias Ferreira
para a presidência do Sporting passava por incluir um jogador no plantel
principal para dar mais visibilidade ao clube no estrangeiro. João Correia não
tem dúvidas que “o jogador chinês tem capacidade para se adaptar ao futebol português
devido à sua cultura de trabalho”. O técnico salienta a resiliência com que os
atletas abordam a profissão. Os treinadores portugueses pretendem que os
jogadores “pensem o jogo em vez de só correrem atrás da bola”. No entanto, em
termos de campeonato nacional a liga portuguesa é bastante mais evoluída. Na
China ainda falta “cultura táctica” à maior parte dos clubes.
O mesmo acontece na liga mais
famosa do mundo. A Premier League continua a vender direitos televisivos para
todo o planeta, mas as equipas continuam a falhar nas competições europeias.
Nas três jornadas da Champions League nenhum clube manteve o domínio dos
grupos. O Chelsea está em terceiro lugar no grupo do FC Porto, os dois clubes
de Manchester não lideram e o Arsenal continua próximo da eliminação nas
competições europeias, apesar da recente vitória sobre o Bayern Munique. João
Castelo-Branco explica ao Golo as diferenças de mentalidades e cultura. Na
Premier League os clubes preocupam-se mais em “treinar remates, livres, cantos
e transacções ofensivas” porque jogam em função “do ataque”. Os adeptos não
pensam em questões tácticas, preferindo assistir a um jogo com muitos golos.

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