O trabalho mais difícil


O Benfica tem vantagem sobre os rivais para conquistar o tri-campeonato, mas ainda faltam 7 jogos decisivos, sendo que, a pressão recai sobre o técnico benfiquista e os jovens jogadores. 

No princípio da temporada os três partiram com expectativas legítimas para vencer o título. O Sporting contratou Jorge Jesus para devolver o campeonato que escapa desde 2002, Lopetegui teve um naipe de jogadores excelentes com o intuito de reconquistar títulos ao FC Porto, enquanto Rui Vitória teve de se adaptar ao desinvestimento do Benfica, mas mesmo assim com pedidos da administração para conquistar o tri.

A temporada não começou da melhor forma com a derrota na Supertaça, no Dragão e duas vezes contra o Sporting, uma para o campeonato e outra para a Taça de Portugal. No entanto, a partir da derrota por 0-3 em casa contra os leões começou uma recuperação fantástica na tabela que culminou com a ultrapassagem ao Sporting após a vitória em Alvalade. 

O técnico benfiquista teve o trabalho mais difícil comparando com o Jesus e Lopetegui. O espanhol já não mora no Dragão e Jesus começa a ser olhado com desconfiança pelo presidente e adeptos. 

A forma como Rui Vitória introduziu jovens jogadores no onze devido às lesões dos consagrados foi genial, já que, também foi construída sob vitórias. As reacções às provocações de Jesus revelam confiança no trabalho e carácter. 

As entradas de Lindelof, Ederson e Renato Sanches garantiram tranquilidade na defesa. Os velhos Luisão e Júlio César terão de trabalhar mais para recuperar o lugar que lhes pertenceram desde que chegaram ao Benfica. Ou seja, os senadores necessitam de ser melhores que os jovens e não contrário. No fundo, Vitória acabou com a mentalidade implementada por Jesus que há lugares garantidos. O técnico não teve medo de lançar jogadores novos em vez de optar por adaptações. O Benfica tem a oportunidade de construir uma equipa que vai durar muitos anos porque só uma proposta irrecusável os tira da Luz.  

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