História das competições: Euro 2004


A selecção portuguesa alcançou o melhor resultado de sempre na competição. No entanto, o factor casa não serviu para conquistar o troféu. 

Portugal organizou pela primeira vez um Europeu após ter vencido as candidaturas da Espanha. O país preparou-se com a construção de 10 estádios em 8 cidades, já que, em Lisboa e Porto houve dois recintos. 

A selecção nacional ficou no Grupo A com a Grécia, Espanha e Rússia. No B estavam França, Inglaterra, Croácia e Suiça. No C, os nórdicos Suécia e Dinamarca tiveram de jogar contra a Itália e a Bulgária. Por fim, o D contemplava República Checa, Holanda, Alemanha e a Letónia. 

No jogo de abertura a Grécia venceu Portugal no Estádio do Dragão. O tento de Cristiano Ronaldo aos 93 minutos não evitaram a derrota por 1-2. O escândalo provocou alterações no onze titular de Portugal durante o resto da competição, mas também deu um impulso aos gregos. Valerón ofereceu o 1-0 à Espanha contra a Rússia. A partir deste momento, a selecção das quinas tinha de vencer os dois jogos para seguir em frente. 

Na primeira jornada destaque para o duelo entre França e Inglaterra na Luz. O clássico terminou com a vitória os franceses por 2-1, embora o triunfo só tenha sido conquistado nos descontos com dois golos de Zidane após Lampard ter inaugurado o marcador aos 38 minutos. As duas equipas acabaram por passar aos quartos, com os franceses em primeiro, mesmo após o empate a 2 com a Croácia. 

A carreira da selecção continuou com uma vitória na Luz contra  Rússia com golos de Maniche e Rui Costa. O empate entre a Espanha e a Grécia no Algarve manteve a obrigatoriedade de garantir os três pontos frente à rival Espanha. Os gregos confirmaram o bom momento e só necessitavam de um empate. Os russos tinham bilhete de regresso marcado. 

A segunda jornada prosseguia nos outros grupos. No C, havia três equipas que tinham possibilidade de chegar aos quartos-de-final. A Itália empatou e complicava as contas porque empatou com Suécia e Dinamarca. Os suecos e dinamarqueses aproveitaram a frágil Bulgária para ficarem com 4 pontos, necessitando apenas de um empate a 2 entre ambos na última jornada para passarem. 

A República Checa era a grande surpresa do Grupo D, que contava com as potências Alemanha e Holanda. Em duas jornadas fez 6 pontos, mais quatro do que os alemães e cinco relativamente aos holandeses. 

Um golo de Nuno Gomes aos 57 minutos no dia 20 de Junho em Alvaldade apurou Portugal para os quartos-de-final deixando a Espanha pelo caminho. No entanto, a vitória da Rússia sobre a Grécia colocou a selecção nacional no primeiro lugar. O próximo adversário seria a Inglaterra. 

O pior receio dos italianos verificou-se. Dinamarca e Suécia empataram a duas bolas, pelo que, os dois golos italianos contra a Bulgária significaram o adeus da competição aos antigos campeões. No grupo D, a República Checa estava apurada, mas mesmo assim venceu os alemães que ficaram afastados da competição porque a Holanda ganhou à Letónia devido a dois golos de Van Nistelrooy e Roy Makaay. 

A primeira fase do campeonato provocou a queda da Espanha, Itália e Alemanha. 

A segunda fase também foi emocionante. Um velho clássico entre Portugal e Inglaterra terminou nas grandes penalidades. O guarda-redes Ricardo marcou o tento decidido. Como aconteceu em 2000, os ingleses marcaram primeiro, mas depois o jogo pertenceu aos portugueses. Postiga fez o 1-1 que originou o prolongamento. No tempo extra, Portugal marcou primeiro por intermédio de Rui Costa, sendo que Lampard empatou o desafio. O resto da história todos sabem....

A outra surpresa aconteceu em Alvalade com a vitória da Grécia sobre a França com um golo de Charisteas........As grandes penalidades também decidiram o vencedor do Suécia - Holanda. Robben deu o triunfo à Laranja. Por fim, os checos não tiveram dificuldade em ganhar à Dinamarca com dois golos de Milan Baros e um do gigante Koller. 

As meias-finais determinaram um Portugal-Holanda e o Grécia-República Checa. 

A selecção nacional efectuou um grande jogo contra os holandeses. Cristiano Ronaldo marcou aos 28 e Maniche ao 58. No entanto, o auto-golo de Jorge Andrade manteve a indecisão até final. Contudo, não foi necessário as grandes penalidades para Portugal alcançar a primeira final na história da competição. Os portugueses esperavam que a República Checa chegasse ao jogo decisivo, devido à qualidade do futebol apresentado. Contudo, a Grécia fintou o destino e venceu a partida com um golo de Dellas nos descontos da primeira parte do prolongamento. 

O país vestiu-se de vermelho e verde para desejar boa sorte à selecção nacional. Portugal era favorito por todas as razões, mas o resultado do jogo inaugural e a forma como os gregos chegaram à final fazia prever o pior. No entanto, o país respirava confiança.

Num mau jogo de futebol acabou por ser uma bola parada a decidir o vencedor. Charisteas cabeceou para o fundo da baliza de Ricardo aos 57 minutos. O placard não sofreu mais alterações devido à incompetência dos avançados portugueses, mas também pela pouca audácia ou coragem de Scolari. 

A boa organização e os excelentes jogos não serviram de consolo a um país que ficou frustrado por ter estado muito perto da figurar na história.

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