A estrutura venceu o Cérebro


As provocações de Jorge Jesus ao Benfica e em particular ao treinador Rui Vitória ao longo da temporada tiveram a melhor resposta. A estrutura benfiquista lidou sempre bem com o problema de ser o alvo principal dos leões. 
No final, o Benfica terminou com 88 pontos e o mesmo número de golos, o que nunca aconteceu com Jesus. Na Liga dos Campeões, Vitória conseguiu inverter a tendência dos últimos anos, em que o Benfica não passava da fase de grupos da competição ou caía para a Liga Europa. É verdade que o actual treinador leonino chegou a duas finais europeias consecutivas na segunda competição, mas perdeu as duas quando tinha a obrigação de vencer pelo menos o desafio contra o Sevilha. 

O mais curioso é verificar que Rui Vitória também começa a marcar pontos na valorização de jogadores. Na primeira temporada fez com que Renato Sanches fosse transferido por quase 60 milhões de euros. A aposta na formação em detrimento de gastar dinheiro com jogadores estrangeiros revelou-se correcta. Afinal não é preciso nascer mais de dez vezes para um jovem conquistar um lugar na equipa principal. A política de Jesus centra-se apenas no resultado imediato e não no planeamento futuro. O Benfica precisa de ter uma visão alargada para chegar a um novo título europeu. Neste aspecto, a famosa estrutura tem trabalhado muito bem para qualquer treinador recolher os frutos. Jesus só pensou no sucesso individual, enquanto Vitória é um homem que trabalha com e para a equipa. 

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