O percurso de Portugal



A selecção portuguesa joga a passagem às meias-finais do Euro 2016. Uma vitória garante a quinta presença naquela fase após o Euro 1984, Euro 2000, Euro 2004 e Euro 2012. Uma história de sucesso em fases finais dos campeonatos da Europa por parte da equipa portuguesa que ainda não conquistou qualquer título.

No início do Euro 2016 as expectativas eram enormes devido à ambição dos dirigentes, treinador e jogadores. Antes da prova todos falaram em tentar conquistar o título e a verdade é que o sonho está perto de se concretizar. No entanto, em quatro jogos realizados as dúvidas sobre a capacidade da formação portuguesa têm sido mais do que muitas. 

A falta de qualidade no jogo, as indecisões tácticas do seleccionador e a falta de golos não agrada ao público português que pretende ver Cristiano Ronaldo, Nani e Ricardo Quaresma a brilharem. É verdade que os três foram os marcadores de todos os golos da selecção, mas sempre sem a magia exigida. 

O primeiro jogo contra a Islândia foi o pior da fase de grupos. Um empate que soube mal porque a equipa deveria ter feito mais. Nani marcou um golo, mas Bjarnason empatou. No resto do encontro, não houve capacidade para ultrapassar o icebergue montado por Lars Lagerback. 

No desafio contra a Áustria, tudo foi feito para vencer, mas o poste e os falhanços de Cristiano Ronaldo não permitiram os primeiros três pontos da competição. O adversário revelou ser o mais fraco do grupo F, mas nem assim se conseguiu meter a bola dentro da baliza. A insistência em João Moutinho e André Gomes também ajudou à falta de velocidade e criatividade para servir os homens golo.

O último jogo contra a Hungria era importante, mas não crucial porque o empate era suficiente para passar aos oitavos-de-final. O resultado mínimo foi alcançado porque era precisamente isso que bastava. Ninguém quis ir além de um empate, mesmo tendo estado três vezes fora do campeonato. No entanto, desta vez, Cristiano, Nani e Quaresma foram importantes na marcação de três golos que nos permitia jogar contra a Inglaterra. O golo da Islândia contra a Áustria acabou por nos atirar para o lado fácil do quadro e evitar jogar frente aos ingleses e ainda ter de apanhar a França, Alemanha ou Itália no caminho para a final desejado por comentadores amuados. 

A Croácia era o adversário dos oitavos-de-final. Tendo em conta que não há qualidade para jogar olhos nos olhos com a melhor formação da fase de grupos, o esquema utilizado passou a ser o ultra-defensivo. Durante 116 minutos, não houve qualquer remate a baliza porque o golo iria surgir através da ajuda divina. Não foi Deus que marcou, mas Ricardo Quaresma, após uma jogada do jovem inexperiente Renato Sanches, que continua no banco de suplentes porque André Gomes é que sabe jogar. A vitória caiu para os portugueses.

Nos quartos-de-final, a única dúvida é saber se a táctica da retranca vai continuar ou será no quinto jogo que a selecção nacional decide jogar à bola para se assumir como verdadeira candidata. 

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