O percurso da França



Os anfitriões apresentam futebol qualidade desde o início do campeonato, mas sempre com resultados curtos. A aposta do seleccionador num meio-campo constituído por Kanté, Pogba e Matuidi não ajuda o trio da frente. A solução adoptada não permitiu vitórias folgadas contra a Albânia, Roménia e República da Irlanda. No último jogo, Deschamps retirou Kanté para colocar três homens nas costas de Giroud e o resultados foram imediatos. As exibições começam a ser melhores a partir do momento em que a equipa joga mais ao ataque.

Os triunfos contra a Roménia e Albânia apareceram nos últimos minutos de jogo, devido à capacidade de Payet e Antoine Griezmann. No desafio frente á Suíça o empate servia os interesses dos franceses.

Nos oitavos, a França começou a perder logo aos 2 minutos. A grande penalidade convertida por Brady fez com que Deschamps colocasse Coman em detrimento de Kanté para Giroud ter três homens nas costas para penetrarem na área irlandesa. As alterações surtiram efeito com uma excelente exibição de Griezmann. O jogador do Atlético Madrid vai substituir Payet como o homem decisivo nos bleus. De facto, a selecção francesa não necessita do trio do meio campo, mas ter um número 10 que esteja perto de Pogba para o jogador da Juventus não se desgastar a defender e atacar.

A solução do segundo tempo contra a República da Irlanda não será aquela que vai começar o jogo frente à Islândia. Os nórdicos têm mais qualidade de jogo que os irlandeses, como se viu nos oitavos, em particular devido à presença de Gilfy Sigurdsson. Deschamps vai esperar novamente pela segunda parte para lançar Martial ou Coman. No entanto, a importância do jogo pode adiar as decisões para o prolongamento ou mesmo grandes penalidades.

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