Raio-X da França



Os franceses não encantaram na fase de grupos, mas justificam a presença nas meias-finais após as boas exibições contra a República da Irlanda e a Islândia.

O seleccionador francês optou pelo 4x3x3 nos primeiros três jogos, enquanto nas eliminatórias fez alterações tácticas importantes, que se podem considerar perto do 4x2x31. 

A junção de Matuidi, Pogba e Kanté numa linha atrás dos atacantes Griezmann, Giroud e Payet, algumas vezes substituídos durante os jogos por Martial e Coman. No segundo jogo contra a Albânia, Deschamps meteu o jogador do Manchester United e o do Bayern, mas sem resultados práticos, tendo apenas marcado depois da entrada de Griezmann.

A solução de Deschamps não parece ser a melhor frente a formações mais fracas como foram a Roménia, Albânia, Suíça. República da Irlanda e a Islândia.

A verdade é que o golo de grande penalidade sofrido contra a República da Irlanda aos dois minutos mudou a mentalidade e o esquema da equipa. Na segunda parte do desafio, a saída de Kanté e a entrada de Coman proporcionou a vitória porque existe uma linha de três jogadores atrás de Giroud, não sendo necessário jogar com dois três médios semelhantes que estão longe dos homens mais avançados.

No desafio frente à Islândia, Deschamps descansou um dos médios para lançar um homem de ataque, optando pelo 4x2x3x1. Os resultados foram cinco golos, sendo que, quatro na primeira parte. 

No jogo das meias-finais, o seleccionador francês vai ter que avaliar se o melhor para a equipa passa por voltar ao 4x3x3 mais organizado ou apostar tudo no 4x2x3x1, sabendo que corre enormes riscos. 


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