Éderson é a melhor solução para a baliza do Benfica


A principal dor de cabeça para o técnico Rui Vitória reside na baliza. A concorrência entre Éderson e Júlio César obriga o treinador a manter os dois guardiões motivados. Nenhum se contenta com a condição de suplente, apesar da veterania de um e da juventude do outro. Nesta equação ainda há Paulo Lopes que nem sequer costuma ser chamado ao banco, entrando apenas nas primeiras fases das Taças, não lhe sendo permitido jogar a desejada final. 

O treinador benfiquista tem mantido uma política de rotatividade, na qual não discordo, mas penso não ser a melhor solução devido à especificidade da posição.

O lugar de guarda-redes necessita de ser fixo e só ser substituído em caso de lesão ou castigo. Por estas razões, Éderson substituiu Júlio César na temporada passada e o ex-guarda redes do Inter iniciou a presente época na baliza por causa do impedimento físico de jovem. O problema não se colocava neste ano porque Éderson estava praticamente vendido, abrindo a titularidade a Júlio César. 

A alternância de guarda-redes não garante estabilidade no sector defensivo, em particular nos quatro defesas que precisam de criar rotinas com o mesmo guarda-redes, mesmo havendo dois jogos por semana. A melhor solução passa pela titularidade de Éderson porque é melhor que Júlio César e jogou na temporada passada onde defesa é a mesma desta época, à excepção de Grimaldo que tirou o lugar a Eliseu. Júlio César não garante total segurança e não o mesmo jogo de pés que o compatriota. Na temporada transacta a defesa encarnada sentia uma enorme confiança em Éderson, tendo sido decisivo para a conquista do título, sobretudo nos jogos em que o Benfica venceu pela margem mínima. O veterano deve ser um excelente professor que o Benfica deve manter nos quadros do clube após a retirada. No entanto, o brasileiro não pretende ficar sentado até pendurar as luvas. 

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