Liga NOS. Irreverência portista esteve perto de relançar o campeonato

10ª jornada

FC Porto 1 Benfica 1

Golos: Diogo Jota - Lisandro López
MVP: Diogo Jota - Ederson

Um bom jogo de futebol entre as principais equipas do campeonato. Nenhum dos treinadores teve medo do adversário porque mantiveram a espinha dorsal das últimas jornadas, com destaque para Rui Vitória ter mantido os dois avançados em vez de reforçar o miolo com mais um jogador. Desta forma, o domínio dos dragões na primeira parte deveu-se à qualidade dos jogadores e não ao medo inicial do treinador. 

A equipa azul e branca tentava criar situações de perigo com Jota, Corona, Otávio e André Silva. A experiência dos jogadores encarnados levou sempre a melhor sobre a juventude e irreverência dos atacantes adversários. Nuno Espírito Santo tem matéria prima para ir longe, mas vai ter que trabalhar bastante porque notam-se alguns erros. O problema é que a necessidade de vender pode destruir a frente de ataque. No primeiro tempo, o Benfica teve apenas uma oportunidade numa bola que bateu no poste após um canto, tendo ficado o aviso para as debilidades da defesa azul e branca nas bolas paradas. 

O treinador Rui Vitória não mexeu após o intervalo porque teve de substituir Luisão no primeiro tempo por causa de uma lesão. Ora, o FC Porto continuou a pressão, tendo sido recompensado com um bom golo de Diogo Jota. O treinador encarnado ainda esperou algum tempo para lançar André Horta. O jovem garantiu maior posse de bola, embora sem grandes ocasiões de golo porque Gonçalo Guedes não estava inspirado e Mitroglou mal se viu, mesmo assim os dois continuaram em jogo depois da entrada de Raúl Jiménez num sinal de inconformidade perante o resultado negativo. 

Após o 1-0, Nuno Espírito Santo colocou Layun e Herrera para controlar o desafio e tapar os buracos da defesa. A estratégia foi bem conseguida, já que, o Benfica raramente teve oportunidade de rematar, mesmo com três avançados em campo. 

O Benfica alcança o empate no surgimento de um canto bem aproveitado por Lisandro López. Os dragões tiveram mais arte para conseguir a vitória, mas continuam a ser penalizados pelos erros defensivos, onde se têm de incluir os lances de bola parada. Não se percebe a falta de qualidade numa defesa composta por Casillas, Felipe, Marcano, Maxi Pereira e Layun. Os problemas da temporada passada voltaram a assombrar o Dragão.

O resultado favorece as ambições encarnadas que ficam à mesma distância e com um empate no campo do rival. O Benfica entrou em campo controlando todos os momentos do jogo, menos a reacção ao golo de Jota, sendo que, com Rafa, Jonas e Zivkovic disponíveis a resposta às desvantagens será mais positiva. Por seu lado, os dragões precisam de tempo para continuar a desenvolver a ideia que esteve quase a dar certo no segundo clássico da temporada.   

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