Liga NOS. Brahimi e André Silva sossegam o espírito santo dos portistas

15ª jornada

FC Porto 2 Marítimo 1

Golos: Yacine Brahimi, André Silva - Djoussé
MVP: Yacine Brahimi - Djoussé

Os dragões entraram com uma enorme vontade de ganhar, pressionando a posse de bola do Marítimo, tendo a primeira oportunidade surgido logo aos 2 minutos por André Silva após um passe do central Felipe. O central brasileiro também teve uma ocasião aos 8 minutos. 

Nos primeiros dez minutos, André Silva e Brahimi eram os principais protagonistas, com o Marítimo sem vontade ou qualidade para sair da grande área, só tendo ultrapassado o meio-campo perto da meia-hora de jogo. Notou-se um enorme receio da equipa de Daniel Ramos em ter a bola e procurar jogadas com sentido, terminando a primeira parte sem fazer qualquer remate à baliza de Casillas. No plano defensivo a estratégia também não correu bem porque o FC Porto criou inúmeras situações dentro da área madeirense. 

O golo surgiu aos 44 minutos numa insistência de Brahimi dentro da área adversária. A titularidade do argelino não tem apenas a ver com a lesão de Otávio. 

No início do segundo tempo houve algum atrevimento dos visitantes, embora denotando enorme falta de qualidade em termos atacantes. A notícia da suspensão do castigo de Dyego Souza é um alívio para Daniel Ramos. 

A partir dos 51 minutos, os dragões retomaram o controlo das operações até à marcação do segundo golo por André Silva, que fez o quinto golo em quatros jogos. O passe de Oliver para o avançado português é um hino ao futebol.

A grande alteração relativamente aos últimos desafios tem a ver com a eficácia e a forma como alguns jogadores reagem à perda da bola no meio-campo do adversário. Os médios portistas trabalham muito mais. Destaque ainda para o excelente entendimento entre Maxi Pereira e Jesus Corona.

Os madeirenses surpreenderam todos com o golo marcado nos descontos num grande remate de Djoussé fora da área. Se houvesse justiça o Marítimo saía do dragão vergado a mais uma goleada, mas ficou apenas com o castigo de uma derrota mínima.

Uma vitória tranquila que descansa o espírito santo do treinador portista. Em Novembro esteve para ser batido o recorde de minutos sem marcar golos e nos últimos jogos fizeram-se contas para alcançar a melhor marca sem sofrer golos, mas Djoussé estragou a festa.

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