Premier League. As ideias de Guardiola garantiram três pontos fundamentais

17ª jornada

Manchester City 2 Arsenal 1

Golos: Sane, Sterling - Theo Walcott

Um grande jogo de futebol entre dois candidatos ao título na Premier League, sendo que, as duas formações estavam obrigadas a vencer depois do Chelsea confirmar o excelente momento de forma nesta ronda.

O desafio começou com o golo de Theo Walcott aos cinco minutos numa jogada em que Alexis Sanchez mete a bola entre os centrais onde se encontrava o número 14 dos gunners. O mote para uma grande partida estava dado porque Raheem Sterling falhou o golo do empate na jogada seguinte, confirmando a boa reacção do City à desvantagem. 

Apesar de tudo, o Arsenal chegava com mais perigo à área adversária devido à fragilidade da defesa do City que permitia aos gunners colocarem vários jogadores em zonas de finalização. Nos primeiros 20 minutos, os anfitriões não tiveram situações de perigo, nem sequer nas bolas paradas. 

Na primeira parte, o Arsenal defendeu bem, controlou a bola no meio-campo como quis e saía para o ataque com perigo aproveitando a qualidade de Ozil, Sanchez e Walcott. A estratégia ofensiva do City não funcionava porque os quatro avançados móveis podem ter qualidade individual, mas funcionam mal colectivamente, embora a titularidade de Yaya Touré garanta mais apoio a Silva, De Bryune, Sané e Sterling. O Arsenal também apostou na velocidade de Sanchez e nas movimentações de Walcott em vez de colocar Olivier Giroud de início.

O treinador do City deveria optar por um ponta-de-lança fixo porque assegura aos restantes avançados uma referência na área.

A segunda parte provou que as ideias de Pep Guardiola continuam certas. O City empatou na primeira jogada por Sane, tendo estado perto do 2-1 aos 61. Arsene Wenger lança primeiro Oxlade-Chamberlain, mas o jogador teve de sair a dez minutos do final.

Numa altura em que o jogo estava confuso, embora com mais bola do City, surge o 2-1 por Sterling. Uma bola longa de Kevin De Bruyne descobre o avançado inglês no corredor direito que só tem de utilizar a técnica para ultrapassar o adversário e meter a bola dentro da baliza. 

As alterações dos gunners não surtiram efeito porque, na segunda parte, o Arsenal só teve duas ocasiões. A primeira foi aos 75 e a segunda aos 81 por Giroud, mas a bola nem sequer foi à baliza. 

O Manchester City mostrou alguns problemas que originaram a derrota frente ao Chelsea, mas contra o Arsenal houve capacidade para ludibriar a defesa contrária porque a qualidade do sector recuado dos gunners não é a mesma que a do líder.

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