A contratação totalmente falhada de Jorge Simão


O despedimento de Jorge Simão é uma situação natural tendo em conta o mau futebol praticado pelo Sp.Braga. 

A qualidade de jogo decaiu relativamente ao período de José Peseiro e o terceiro lugar rapidamente se transformou na quinta posição, estando mais perto de ser alcançado pelo Marítimo no sexto lugar do que ultrapassar o Vit.Guimarães e regressar ao quarto posto. 

As ideias de Simão servem perfeitamente em equipas como o Desp.Chaves que gostam de atacar pela certa, construindo uma barreira defensiva bem forte. Nesse capítulo, os flavienses eram sempre superiores aos adversários, pelo que, a classificação reflectia as boas estratégias adoptadas. 

O Sp.Braga tem jogadores de ataque, que preferem actuar em zonas adiantadas em vez de esperarem pela melhor oportunidade para alcançarem o alvo. Numa equipa com grandes pontas-de-lança e extremos com vocação ofensiva, a ordem nunca pode ser para jogar na expectativa. Nem mesmo Battaglia gostou de jogar em zonas recuadas...

O objectivo do antigo técnico para os bracarenses passava por utilizar a qualidade existente para surpreender o adversário sem sufocar ou pressionar o adversário porque desgastava a equipa sempre que era exigido defender. Os oponentes sentiram-se com possibilidade de explorar as fragilidades defensivas dos bracarenses, visto que o Sp.Braga raramente teve iniciativa de jogo. A procura pelo estilo directo também se revelou um fiasco. 

A oportunidade perdida em Braga, confirma que Simão não é nenhum treinador de topo devido às ideias pouco interessantes no plano desportivo. A nível do discurso também deixa muito a desejar.

A vitória de Abel sobre o Sporting no desafio seguinte ao despedimento de José Peseiro era um excelente argumento para se ter evitado mais um erro desportivo na era António Salvador. 

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