Liga Europa. Abel fez uma leitura perfeita do jogo durante 90 minutos
Grupo C
1ª jornada
TSG Hoffenheim 1 Sp.Braga 2
Golos: Wagner - João Carlos Teixeira, Dyego Sousa
Os bracarenses cometeram a proeza de vencer no terreno do Hoffenheim por uma margem curta, mas justificado por aquilo que se passou no relvado.
Os alemães marcaram o golo cedo e rapidamente desligaram-se do jogo, dando como adquirido que estava ganho. As poupanças efectuadas por Nagelsmann também indicam falta de interesse pelo adversário.
Os guerreiros utilizaram uma táctica diferente com Esgaio e João Carlos Teixeira nas alas e uma dupla de avançados composta por Dyego Sousa e Paulinho. Vukcevic e Danilo tomaram conta do miolo do meio-campo.
O primeiro mérito dos bracarenses passou por não se terem intimidado com a desvantagem, mantendo a mesma postura, já que, ainda era cedo para efectuar mudanças tácticas. A atitude do Hoffenheim não se coaduna com as grandes equipas germânicas que procuram ganhar uma vantagem confortável sempre que sentem o adversário em dificuldades.
As oportunidades de manter a posse de bola apareceram mais vezes do que seria expectável, pelo que, também houve vontade de chegar à baliza de Baumann. O tento do empate surge num lance inventado por Esgaio e concluído de cabeça por João Carlos Teixeira.
A divisão de pontos já era inesperado, pelo que, ninguém sonhava com o triunfo, mas foi o que aconteceu. Os anfitriões não carregaram muito no início da segunda parte, embora também não tivessem muito tempo de assumir novamente o controlo porque Esgaio assistiu Diego Sousa para o 1-2, numa jogada que tem início na deslocação de Paulinho para o lado direito do ataque, abrindo uma linha de passe na zona interior para o antigo jogador do Sporting.
O terceiro aspecto tem a ver com forma como o Hoffenheim não conseguiu marcar nem criar situações após a desvantagem por causa da excelente leitura de Abel que colocou Fransérgio e André Horta para segurarem a bola em momentos de aperto. No entanto, o melhor jogador no plano defensivo foi Vukcevic. O montenegrino ganhou quase todos os duelos e ainda tentou levar a equipa para o ataque.
O triunfo bracarense assenta em dois pressupostos. O pensamento táctico do treinador que deixou alguns jogadores titulares no banco e apostou numa táctica diferente. Em segundo lugar o desconhecimento do técnico alemão do valor real do adversário.

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