Champions League. Real Madrid também sabe jogar em contra-ataque

Meia Final
1ª Mão

Bayern Munique 1 Real Madrid 2

Golos: Kimmich - Marcelo, Asensio

A eficácia no contra-ataque possibilita aos merengues encarar o desafio da segunda mão com vantagem. A estratégia de Zidane voltou a resultar, mesmo que tenha arriscado em demasia na forma como jogou. 

Apesar da sorte e fortuna, o Real Madrid soube adaptar-se aos momentos da partida. Na resposta à desvantagem, conseguiu colocar-se numa posição dominante. Durante o empate recuou, mas sempre atento aos buracos abertos pela organização defensiva dos bávaros. A entrada de Asensio no lugar de Isco teve repercussões tácticas importantes, como o desaparecimento de Cristiano Ronaldo, embora o plano tivesse resultado porque na única oportunidade o número 20 marcou depois de um passe errado de Rafinha à entrada do meio-campo adversário. Por fim, a saída de Carvajal por lesão obrigou à entrada de Benzema, provocando mudanças na equipa como o recuo de Lucas Vazquez para lateral-direito e mais preocupação defensivas de Cristiano. 

No último período em que o internacional francês esteve em campo, o Real melhorou bastante, mantendo a posse de bola e ameaçando novos lances rápidos, sendo que, também coincidiu com o pior período dos alemães. Os ataques pelo lado direito, aproveitando a excelente forma de Ribery terminaram imediatamente. No entanto, os adeptos espanhóis podem agradecer ao guardião Keylor Navas as inúmeras intervenções que impediram a igualdade e mesmo a desvantagem na partida no duelo directo com o número 7 do Bayern Munique.

No plano táctico, Zidane esteve perfeito, sabendo que qualquer resultado, mesmo a desvantagem mínima, servia. Por seu lado, Jupp Heynckes descaracterizou a equipa no momento em que se sucediam os ataques. As duas substituições forçadas por causa das lesões de Robben e Boateng não servem de desculpa para as fragilidades de uma equipa que se mostrou irrepreensível durante a prova.

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