História dos Mundiais: África do Sul 2010






O primeiro mundial realizado no continente africano consagrou a Espanha como nova campeã do mundo. Os espanhóis alcançaram finalmente o sonho do título, depois de muitos anos a lutar, embora nem sempre obtendo as melhores classificações. 

A selecção espanhola iniciou um trajecto fantástico de conquistas no plano mundial e europeu. 

A fase de grupos voltou a deixar marcas nalgumas equipas. A França voltou ao último lugar de um grupo, tendo sido eliminado com os anfitriões, enquanto a Itália também ficou no quarto posto atrás do Paraguai, Eslováquia e da Nova Zelândia. Os eslovacos e a Sérvia estreavam-se na competição. Portugal e Brasil reencontraram-se em fases finais, mas desta vez os brasileiros conseguiram aguentar o nulo.  A selecção nacional também jogou novamente contra a Coreia do Norte, embora o triunfo tivesse sido bem mais folgado. A derrota por 7-0 valeu ao técnico norte-coreano uma punição. 

Os oitavos-de-final proporcionaram alguns encontros interessantes. A Espanha venceu o vizinho por 1-0 com golo de David Villa. A Alemanha goleou inesperadamente a Inglaterra por 4-1. A Holanda assumia-se como uma forte candidata antes de vencer a Eslováquia por 2-1. No único desafio decidido nas grandes penalidades, o Paraguai derrotou o Japão. Argentina, Uruguai, Gana e Brasil também seguiram em frente. 

Os alemães mantiveram a veia goleadora contra as principais selecções. A vítima nos quartos-de-final foi a Argentina, que nem sequer marcou qualquer golo. A laranja mecânica vingou-se da derrota nas meias-finais no França 98 contra o Brasil. Robinho marcou aos 10 minutos, mas na segunda parte, Wesley Sneijder deu a volta ao resultado. O Uruguai e a Espanha também alcançaram a próxima fase, sendo que, nuestros hermanos ganharam novamente pela margem minima pelo inevitável David Villa. 

O Uruguai regressou às fases decisivas, mas não conseguiu impedir o triunfo de uma selecção que estava imparável. No intervalo, as duas equipas estavam empatadas a uma bola, com golos de Forland e Van Bronckhorst. Na segunda parte, a velocidade e a qualidade dos holandeses permitiu ganhar uma vantagem importante com tentos de Sneijder e Robben no espaço de três espaços. Os sul-americanos só tiveram espaço para reduzir no minuto 93 por Maxi Pereira. A Espanha manteve o registo de vencer sempre por 1-0, embora o marcador do jogo contra a Alemanha tivesse sido Puyol. 

Na final, a Espanha também venceu por 1-0. O golo de Iniesta aos 116 minutos marcou o início de uma era de sucesso da selecção e do jogador.

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