quinta-feira, 14 de junho de 2018

História dos Mundiais: Brasil 2014


Os anfitriões apostaram tudo na reconquista do ceptro mundial com o regresso do torneio, 64 anos depois da última edição. 

A tarefa parecia bem encaminhada com a passagem em primeiro lugar no grupo, embora em igualdade pontual com o México. Contudo, as eliminatórias trouxeram muitos problemas à segunda selecção orientada por Luiz Felipe Scolari.

A fase de grupos contou com inúmeras surpresas. Desde logo, o mau desempenho de Portugal no grupo da Alemanha, Estados Unidos e Gana. A goleada sofrida perante os alemães acabou por ser decisiva nas contas finais, já que, a selecção nacional terminou com os mesmos pontos dos norte-americanos, mas com pior goal-average. A vitória sobre o Gana não serviu para nada. Os campeões em título também foram para casa mais cedo. No primeiro jogo, a Holanda vingou a derrota na final do mundial anterior com uma goleada por 5-1, em que Robin Van Persie marca um golo de cabeça antes da grande área. O Chile também venceu La Roja por 2-0, ditando o adeus precoce de uma geração que brilhou em vários palcos. A maior confusão surgiu no grupo D, composto pela Itália, Inglaterra, Costa Rica e Uruguai. As formações europeias despediram-se mais cedo, fruto de exibições a roçar o inadmíssivel. O triunfo dos costa riquenhos sobre o Uruguai baralhou as contas. Os sul-americanos eliminaram a Inglaterra na segunda jornada, indo discutir a qualificação contra a Itália na última ronda. A vitória sorriu aos sul-americanos por 1-0. 

A caminhada do Brasil na segunda fase começou mal, com um triunfo nas grandes penalidades sobre o Chile. A Colômbia, Holanda e a Argentina mantiveram o mesmo nível exibicional registado na fase de grupos com vitórias convincentes sobre o Uruguai, México e Suíça, respectivamente. Nos colombianos começava a nascer uma estrela chamada James Rodríguez. A França, Bélgica e a Alemanha confirmaram o favoritismo. Por seu lado, a Costa Rica continuou a aventura depois de vencer a Grécia nas grandes penalidades. 

O sonho dos costa-riquenhos terminou nos quartos-de-final contra a Holanda. Apesar de tudo, os americanos levaram o jogo até às grandes penalidades. A Laranja Mecânica conseguiu chegar às meias-finais em dois campeonatos consecutivos, tendo sido igualmente o fim de uma geração brilhante. A selecção não conseguiu os apuramentos para o Euro 2016 e o Mundial 2018. A Alemanha e a Argentina tinham adversários complicados, mas um golo foi suficiente para ultrapassar a França e a Bélgica, respectivamente. Por fim, o Brasil venceu, mas não convenceu frente à Colômbia com James Rodríguez novamente em destaque. Após o golo do craque aos 80 minutos, a canarinha sentiu enormes dificuldades para segurar a vantagem mínima. 

As meias finais foram dois clássicos do futebol mundial. O Brasil sofreu uma pesada derrota de 7-1 contra a Alemanha. O martírio iniciado por Thomas Muller aos 11 minutos só terminou aos 79 com o bis de Schurrle. Oscar marcou o único golo dos anfitriões aos 90. O desafio ficou conhecido como o Mineiraço. O Brasil nem sequer conseguiu ficar com o terceiro lugar no jogo com menos interesse de toda a história do futebol. As grandes penalidades deram aos argentinos a presença em mais uma final. 

No Maracanã, Alemanha e Argentina reeditaram as finais do México 86 e do Itália 90. Cada selecção tinha uma vitória. Mario Gotze desempatou para os alemães aos 113 minutos. 

Sem comentários:

Enviar um comentário