História dos Mundiais: Chile 1962


O Mundial regressou à América Latina depois de duas edições consecutivas no continente europeu. No entanto, o certame contou novamente com mais selecções europeias que sul-americanas. O Chile apadrinhou as estreias das equipas búlgaras e colombianas, numa prova que tinha o Brasil como o principal favorito, mesmo após a lesão de Pelé no desafio contra o México. 

O Brasil e o Chile romperam com a hegemonia das selecções europeias nos quartos-de-final, onde também se apurou a Hungria e a Inglaterra. A União Soviética e a Alemanha Ocidental prometiam lutar pelo título, enquanto a Checoslováquia e a Jugoslávia seriam os outsiders da segunda fase. 

Nos quartos-de-final, o Chile surpreendeu com um triunfo sobre a União Soviética por 2-1 num jogo com 30 minutos de pura loucura. A Checoslováquia terminou com o sonho dos húngaros e a Jugoslávia também atirou a Alemanha Ocidental para fora do título. No Brasil começava a surgir o nome de Garrincha, que marcou os dois golos frente à Inglaterra. 

O avançado brasileiro marcou mais dois golos nas meias-finais contra os anfitriões, num jogo praticamente ganho aos 47 minutos depois do primeiro tento de Vavá, que também bisou. No encontro entre formações europeias, a vitória sorriu à Checoslováquia sobre a Jugoslávia por 3-1, com dois golos de Scherer e um de Kadraba. 

A grande final disputada no Estádio Nacional em Santiago do Chile começou a ser ganhar pelos Checoslovacos aos 15 minutos com golo de Masopust, mas o Brasil empatou dois minutos depois por Amarildo. Na segunda parte, Zito e Vavá deram aos canarinhos o bi-campeonato. 

O número de golos marcados ficou abaixo das expectativas. 89 golos em 32 partidas, numa média de 2,78. Garrincha obteve o prémio de melhor jogador, enquanto seis atletas partilharam a liderança dos marcadores com 4 golos.


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