História dos Mundiais: Estados Unidos 1994



A grande penalidade falhada por Roberto Baggio na final ofereceu o título a uma das melhores selecções brasileiras que venceram os mundiais e também de toda a história da competição. O formato adoptado ainda não contemplava oito grupos compostos por quatro equipas, pelo que, foi necessário apurar os quatro melhores terceiros classificados. A sorte coube aos argentinos, belgas, italianos e aos anfitriões, que realizaram uma péssima primeira fase com apenas uma vitória, um empate e uma derrota.

Os campeões mundiais não tiveram problemas para ultrapassar a Bélgica nos oitavos-de-final, já que, chegaram ao intervalo com 3-1, devido a dois golos de Klinsmann e um de Hassler. A Espanha marcou três contra a Suíça. A Suécia ultrapassou sem dificuldades a Arábia Saudita, que conseguiu passar a primeira fase. A grande surpresa da ronda acabou por ser a eliminação da Argentina aos pés de uma Roménia que tinha Dumitrescu, Petrescu e George Hagi. O Brasil venceu os anfitriões com um tento de Bebeto aos 72 minutos. Os italianos precisaram de um prolongamento para ganhar à Nigéria. Roberto Baggio empatou a partida aos 88 minutos e aos 102 ofereceu uma vitória bastante sofrida. Nos outros jogos, a Bulgária confirmou a excelente primeira fase e a Holanda também seguiu rumos aos quartos.

O clássico do futebol europeu, Itália vs Espanha, sorriu aos italianos graças a golos de Dino e Roberto Baggio. Caminero empatou aos 58, mas não houve mais alterações no marcador. Num grande desafio com cinco golos na segunda parte, os brasileiros impuseram a lei do mais forte contra os holandeses. A Alemanha saiu de cena frente à Bulgária, mesmo com Matthaus a marcar em primeiro lugar. No entanto, a formação do leste europeu deu a volta ao texto com 78 minutos de jogo por Lechkov e Stoichkov. O último finalista ficou decidido nas grandes penalidades do Roménia vs Suécia, em que o 1-1 nos 90 e o 2-2 no prolongamento provam que se tratou de uma grande partida. 

A grande figura da selecção italiana, Roberto Baggio foi novamente decisivo com dois golos consecutivos frente à Bulgária. Contudo, Stoichkov reduziu antes do intervalo, mas a competência defensiva colocou os italianos em mais uma final. Romário também levou o Brasil às costas no desafio contra a Suécia. 

O nulo entre Brasil e Itália na final contrariou a tendência do campeonato do mundo, onde se marcaram 141 golos, perfazendo uma média de 2,71 golos por jogo. O falhanço da grande penalidade decisiva deve ter custado a Baggio a eleição de melhor jogador para Romário. O italiano também marcou menos um golo que a dupla Stoichkov-Salenko, embora a Bota de Ouro tivesse sido atribuída ao búlgaro. 

O primeiro mundial realizado em território norte-americano bateu o recorde de assistências com mais de três milhões e meio de espectadores.

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