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segunda-feira, 11 de junho de 2018

História dos Mundiais: México 1986



O México recebeu a segunda edição do campeonato do mundo em pouco tempo porque a Colômbia desistiu da organização devido a problemas financeiros. Apesar do país ter sido assolado por terramotos, a FIFA manteve a decisão.

Os mexicanos responderam com a realização de um dos melhores campeonatos da história por causa da qualidade dos jogadores que transformaram os jogos em autênticos espectáculos. A selecção portuguesa voltava aos grandes palcos, mas saiu com a cabeça baixa, tendo sido eliminada na fase de grupos no último lugar do grupo F com uma vitória frente à Inglaterra com golo de Carlos Manuel. No entanto, os problemas que surgiram antes e durante a competição não davam para mais. 

O torneio contou com 24 selecções da edição anterior, mas houve apenas uma fase de grupos. Os vencedores e segundos classificados dos seis grupos passaram aos oitavos, além dos quatro melhores terceiros classificados. 

O evento contou com uma panóplia de grandes jogadores como Gary Lineker, Enzo Scifo, Elkjaer Larssen, Hugo Sanchez, Michel Platini, Emilio Butragueno, Michael Laudrup, Rudi Voeller, Careca, Carlos Manuel e o enorme Diego Armando Maradona que ficou na história da competição. 

Na primeira não houve surpresas, já que, todos os favoritos passaram, pelo que, se iria assistir a uma segunda fase de grande nível. Os oitavos-de-final ditaram os desafios entre Argentina vs Uruguai, Dinamarca vs Espanha, Itália vs França, além do Marrocos vs Alemanha, México vs Bulgária, Brasil vs Polónia, União Soviética vs Bélgica e o Inglaterra vs Paraguai. 

Os anfitriões não tiveram dificuldades em vencer a Bulgária por 2-0. O Brasil aplicou uma goleada de 4-0 à Polónia. A Argentina realizou serviços mínimos contra o rival Uruguai. Lothar Matthaus marcou aos 87 minutos o tento da vitória dos alemães sobre Marrocos, enquanto Lineker e Peter Beardsley eliminaram os paraguaios. Nos jogos mais equilibrados, Butragueño fez um poker na vitória de 5-1 da Espanha sobre a Dinamarca. Platini e Stopyra terminaram com a esperança dos italianos. Por fim, o triunfo da Bélgica sobre os soviéticos por 4-3 só aconteceu no prolongamento. 

O equilíbrio aumentou à medida que o torneio se aproximava do final. Nos quartos-de-final, apenas o jogo entre a Argentina e Inglaterra não ficou decidido nas grandes penalidades. O desafio é marcado pelos dois golos de Maradona no espaço de quatro minutos. O primeiro ficou conhecido como a "Mão de Deus" e o segundo como o "Golo do Século". Lineker reduziu aos 81 minutos, mas todos estavam chocados e espantados com a exibição do astro argentino. 

Nos outros jogos, as grandes penalidades deram a qualificação à Bélgica, Alemanha e França sobre a Espanha, México e Brasil, respectivamente. 

O mesmo resultou apurou a Argentina e a Alemanha para a final no Estádio Azteca. Maradona voltou a brilhar no desafio frente aos belgas com mais dois golos. Andreas Brehme e Rudi Voeller deram o passaporte aos alemães contra a França. 

A grande estrela do torneio não brilhou na final, mas a Argentina também tinha outros grandes jogadores como Valdano e Burruchaga, que marcaram os golos contra a Alemanha, além de Brown. O empate de Rummigge e Voller aos 80 parecia indicar mais um prolongamento, mas Burruchaga selou o triunfo. 

A Argentina conquistou o segundo título graças ao talento de Maradona, que venceu a Bola de Ouro. Lineker arrecadou o título de melhor marcador num campeonato com 132 golos e mais de dois milhões de espectadores nas bancadas.

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