História dos Mundiais: Suécia 1958


O Brasil iniciou um caminho glorioso de vitórias no Suécia 1958. Na equipa que ficou temporariamente sem números nas camisolas dos jogadores estava um menino chamado Pelé, que recebeu o número 10 por acaso. 

As dezasseis equipas divididas em quatro grupos tiveram de disputar um jogo contra todos os adversários, aumentando a emoção e a incerteza relativamente aos apurados para a fase decisiva. Os campeões, Alemanha Ocidental, estavam na linha da frente dos favoritos, juntamente com a União Soviética e a Inglaterra, mesmo depois de ter perdido os bons jogadores do Manchester United por causa do desastre aéreo em Munique.  Os países que compõem o Reino Unido qualificaram-se todos para o campeonato, o que aconteceu pela única vez ao longo da história, sendo que, ingleses e escoceses ficaram-se na fase de grupos, enquanto galeses e norte-irlandeses surpreenderam pelo apuramento. 

A grande decepção da fase de grupos foi a Hungria, embora a maior parte dos vice-campeões de 54 não tivessem ido à Suécia. O Brasil acabou por ser a única selecção sul-americana que se apurou para quartos-de-final.

Os anfitriões deram boa conta nos quartos e nas meias, eliminando os principais favoritos. A União Soviética e a Alemanha Ocidental não conseguiram assustar uma selecção que ninguém acreditava. Os brasileiros também mostraram qualidade contra o País de Gales e a França, tendo emergido uma estrela. Pelé marcou quatro golos nos dois jogos. 

O craque brasileiro voltou a ser decisivo na final frente à Suécia com mais dois tentos. A importância de Pelé na equipa só se notou nas eliminatórias, já que, na fase de grupos não marcou golos. Os suecos abriram o marcador aos 4 minutos por Lindholm, mas Vavá deu a reviravolta em 32 minutos. Na segunda parte o Brasil não deu hipótese, marcando três golos, contra um dos anfitriões, colocando o resultado final em 5-2. 

Apesar de ser decisivo na segunda fase, Pelé não foi o melhor marcador da prova, mas a recompensa surgiu com o prémio de melhor jogador. Os franceses introduziram a bola na baliza do adversário por 23 vezes, sendo que, 12 pertenceram a Just Fontaine, que marcou um poker no jogo do terceiro lugar. Os 126 golos marcados no torneio permitiram que se tenha ultrapassado a barreira dos 500 em todas as edições do Mundial. A marca história pertence ao escocês Robert Collins no 3-2 da Escócia contra o Uruguai.

Comentários