Other Languages

quarta-feira, 6 de junho de 2018

História dos Mundiais: Suíça 1954


A neutralidade da Suíça durante o conflito mundial foi recompensada com a atribuição do Mundial em 1954. Nesta edição não houve recusas das equipas mais importantes nem desistências em cima da hora. 

O formato também se alterou com uma fase de grupos de 16 equipas e uma fase eliminatória que tinha oito. Contudo, cada formação só realizou dois jogos porque os cabeças-de-série não se defrontavam. O mesmo sucedeu com as outros membros de cada grupo.

Os favoritos continuavam a morar no continente europeu. A Hungria recolhia o maior número de votos por causa da campanha nos jogos olímpicos de 52. A Alemanha Ocidental também estava na linha da frente para conquistar o troféu. No entanto, o Brasil e o Uruguai tinham capacidade para causar surpresas. 

O desequilíbrio marcou a primeira fase. As melhores selecções passaram todas sem qualquer problema. Os anfitriões venceram o grupo 4 à frente da Inglaterra, embora tenha necessitado de um jogo de desempate contra a Itália.  No grupo 2, houve um confronto que merece destaque. Hungria e Alemanha Ocidental defrontaram-se porque os alemães não eram cabeças-de-série. Os húngaros aplicaram uma goleada de 8-3 com um poker de Kocsis, mas a vingança chegou no dia da final. 

Nos quartos-de-final houve grandes duelos, começando com a vitória da Áustria sobre a Suíça por 7-5. O Uruguai não teve problemas frente aos ingleses. O mesmo aconteceu com a Hungria contra o Brasil. Em sete minutos, os húngaros já venciam por 2-0, tendo fechado o resultado em 4-2 aos 88 minutos com o bis de Kocsis. Por fim, os alemães ganharam com tranquilidade à Jugoslávia. 

As meias-finais prometiam emoção, mas as melhores selecções confirmaram o favoritismo com duas goleadas. A Alemanha meteu seis golos na baliza da Áustria com dois de Fritz Walter. Na outra partida, Hungria e Uruguai precisaram do prolongamento para decidir a última vaga na final. O empate a duas bolas só durou até aos 111 e 116 minutos depois de Kocsis ter marcado mais dois golos no torneio. 

Na final em Berna, alemães e húngaros partilhavam a mesma dose de favoritismo devido à eficácia demonstrada durante o torneio. A Alemanha Ocidental subiu bastante de forma relativamente ao jogo da fase de grupos. Os números das equipas eram suficientes para se esperar um grande desafio.

As expectativas não foram defraudadas, já que, aos 10 minutos já tinham sido marcados três golos, com vantagem para a Hungria. Rahm empatou antes do intervalo, e aos 84 deu o primeiro título aos germânicos. 

O torneio na Suíça marca a estreia da televisão em grandes competições, com a transmissão do Jugoslávia - França. O Brasil também adoptou o equipamento amarelo e azul a partir desse momento. A maior média de golos, 5,38, manteve-se desde 1954, já que, foram 140 em 26 partidas. Os melhores do torneio foram jogadores da Hungria. Puskas como o melhor jogador e Kocsis na liderança dos marcadores.

Sem comentários:

Enviar um comentário