World Cup 2018. Pontapé de Toni Kroos permite retomar o caminho do favoritismo

Grupo F
2ª jornada

Alemanha 2 Suécia 1

Golos: Marco Reus, Toni Kroos - Ola Toivonen

Os alemães conseguiram uma vitória muito sofrida perante a Suécia. A vitória do México sobre a Coreia do Sul obrigava as duas equipas a um esforço extra para conquistar os três pontos.

A Alemanha teve a primeira situação na partida aos dois minutos por Draxler. As oportunidades estão a aparecer nos inícios dos jogos. Os corredores dos alemães estavam a funcionar muito bem, mas faltava a bola chegar aos pés de Timo Werner, que se encontrava perdido no meio de uma floresta azul e amarela. 

No primeiro contra-ataque, a Suécia podia ter chegado à vantagem, mas Manuel Neuer confirmou que merece o estatuto de titular na baliza, evitando o golo de Berg. Os suecos aproveitaram a primeira situação em que a defesa contrária subiu no terreno excessivamente. Os erros do desafio frente ao México estavam novamente a serem repetidos. 

O golo da Suécia surgiu aos 31 minutos por Toivonen num magnífico chapéu sobre Neuer, mas a bola ainda bateu em Boateng, que realizou uma excelente exibição, mesmo tendo sido expulso na parte final. Apesar do gesto técnico do número 20 sueco, existe um mau passe de Toni Kroos para um adversário no início da jogada. 

Na primeira parte os nórdicos mostraram qualidade atacante com a presença de dois jogadores móveis, tecnicamente evoluídos e excelentes finalizadores. A diferença para os restantes companheiros é enorme. 

Na segunda parte, os campeões do mundo tinham de arriscar muito mais. Joachim Low lançou Mario Gomez no lugar de Draxler para explorar o jogo directo, já que, a estratégia de criar desequilíbrios pelo chão não resultou. 

O golo do empate por Marco Reus surge aos 47 minutos numa jogada de Timo Werner pelo lado esquerdo. O número 11 voltou a estar perto da baliza aos 60,  depois da nona assistência de Joshua Kimmich. O lateral-direito ainda realizou mais dois cruzamentos com perigo.

O domínio da Alemanha manteve-se avassalador em termos de posse de bola e oportunidades, faltando apenas um jogador que rompesse pela defesa sueca através dos flancos e na zona central. Nessa altura todos os pensamentos estiveram no ausente Leroy Sane, mas a solução acertada seria Mesut Ozil no lugar de Timo Werner, que tomou conta do flanco esquerdo. Tendo em conta que as jogadas pelo lado direito seriam sempre concluídas pelos cruzamentos de Kimmich, não havia necessidade de optar pelo mesmo tipo de jogo no outro lado. Contudo, o empate era um resultado perigoso e só faltava uma substituição porque Gundogan tinha entrado na primeira parte para o lugar do lesionado Rudy. 

Neste período de ascendência germânica, Toni Kroos também regressou à boa forma com alguns remates fora da área que assustaram o adversário. 

O primeiro e único remate da Suécia no segundo tempo aconteceu aos 75 por Emil Forsberg. A falta de acções ofensivas deveram-se sobretudo à qualidade apresentada pela Alemanha.

O seleccionador Low arriscou mesmo a terceira substituição, apesar do empate manter em aberto o sonho do apuramento, e numa altura em que jogava com dez depois da expulsão de Boateng. Julian Brandt entrou e quase marcou num tiraço que levou a bola ao poste. Antes, Mario Gomez teve finalmente uma oportunidade para dar uma vitória que surgiu nos descontos por novo pontapé de Kroos.

A Alemanha regressou às boas exibições, embora tivesse com um pé fora da competição.

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