França mudou de estratégia na segunda fase para ganhar mais um título mundial



Os franceses venceram a competição pela segunda vez na história, num jogo bastante emotivo e interessante, que cumpriu a tradição do campeonato. Ou seja, marcaram-se golos em todos os jogos, menos no França - Dinamarca da terceira jornada do grupo C. O percurso dos campeões nas eliminatórias é soberbo com triunfo perante grandes selecções como a Argentina, Uruguai, Bélgica e Croácia. 
 
Neste mundial não houve recompensa para as selecções mais defensivas, apesar dos campeões terem optado por uma estratégia cínica nos desafios contra a Bélgica e Croácia. O futebol vistoso surgiu principalmente nos oitavos e quartos-de-final, sobretudo frente à Argentina. 
 
As equipas que mais encantaram no plano ofensivo sofreram com a organização dos franceses, apesar da grande mudança táctica tivesse sido a inclusão de Giroud. 
 
A Bélgica e a Croácia protagonizaram momentos únicos, embora os croatas necessitassem de três prolongamentos e dois desempates nas grandes penalidades para alcançarem o melhor resultado de sempre, depois do terceiro lugar em 1998. 
 
O futebol ofensivo proporcionou espectáculos fantásticos como o Portugal vs Espanha, França vs Argentina, Bélgica vs Japão, Brasil vs Bélgica, Croácia vs Argentina, Alemanha vs México.
 
Os dois países ibéricos foram as grandes desilusões pela forma como abandonaram a competição nos oitavos-de-final, sobretudo Portugal que ostentava o título de campeão europeu. A Argentina confirmou que não tem capacidade para se organizar como equipa e a Alemanha sofreu com a tradição iniciada em 2010 em que o detentor do troféu não alcança a segunda fase. 
 
Uma nota final para a perda de qualidade das formações africanas e asiáticas. A qualificação do Japão para os oitavos-de-final não é suficiente para se efectuar uma análise positiva porque as selecções, sobretudo as árabes e a Austrália, tiveram prestações muito fracas. Em África também não se aproveita a capacidade de alguns jogadores serem titulares de clubes do topo do futebol europeu. A Nigéria e o Senegal estiveram perto do apuramento, mas voltaram a falhar nos pormenores.

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