World Cup 2018. Bélgica teve que recorrer ao colectivo para conseguir uma reviravolta histórica

Oitavos-de-final

Bélgica 3 Japão 2

Golos: Jan Vertonghen, Fellaini, Chadli - Haraguichi, Inui


Os belgas seguem em frente na competição, mas livraram-se de um grande susto. O Japão esteve praticamente apurado devido à vantagem de dois golos, mas um contra-ataque letal concluído por Chadli acabou com as esperanças dos asiáticos. 

As duas equipas proporcionaram um belo espectáculo, com situações nas duas balizas, embora os golos só tivessem aparecido na segunda parte. No entanto, o que se passou no primeiro tempo impedia que o placard registasse o segundo nulo no torneio. 

O primeiro lance de perigo pertence aos belgas no minuto 16 por Lukaku num bom passe de Meunier, mas os nipónicos estavam muito perto da baliza devido à liberdade de Inui que efectuava cruzamentos para a área onde apareciam dois colegas sem marcação. 

Os belgas também tinham as unidades mais criativas em constante movimento. Hazard e Mertens progrediam facilmente com a bola com o objectivo de colocar no número 9. Nas duas últimas jogadas de perigo no primeiro tempo, o capitão da Bélgica rematou para a defesa fácil de Kawashima e Inui poderia ter marcado depois de um excelente domínio de bola de Kagawa dentro da área. 

A segunda metade começou com o golo do Japão por Haraguchi, sendo que, quatro minutos depois, Inui remata com força para o fundo da baliza de Courtois. Pelo meio, Hazard envia a bola ao poste. 

A desvantagem de dois golos obrigou o técnico Roberto Martinez a efectuar várias mudanças tácticas. As entradas de Fellaini e Chadli partiram a equipa, que jogou praticamente com cinco atacantes. O risco era elevado, já que, os nipónicos mantiveram a mesma estrutura, nunca se remetendo à defesa, ao contrário do que aconteceu com algumas selecções nesta fase da prova. 

A Bélgica continuava a insistir pelo lado direito porque Meunier conseguia desequilibrar com facilidade, tendo oferecido um golo cantado a Lukaku aos 61 minutos. O 2-1 apareceu de forma surpreendente, no minuto 68, já que, Vertoghen pretendia efectuar um passe de cabeça, mas meteu a bola na baliza, embora com culpas para o guardião. O empate surgiu aos 72 minutos por Fellaini num excelente cruzamento de Hazard. 

O empate justificava-se pela qualidade das equipas, embora ainda houvessem mais 15 minutos loucos pela frente. Os europeus tiveram de encontrar equilíbrio, com o recuo de Fellaini. O Japão continuava a aproveitar as debilidades defensivas do adversário, sobretudo pelos flancos. Contudo, as maiores situações pertenceram aos belgas. Aos 85 minutos, Kawashima faz duas defesas consecutivas a cabeceamentos de Lukaku e Chadli. 

No último minuto do jogo, o Japão tem um livre de Honda que obriga Courtois a defender pela linha de fundo. Na sequência do canto, Kevin De Bruyne pega na bola antes do meio-campo e passa para Meunier, que só tem de assistir Chadli para o 3-2 final. Nota para a simulação de Lukaku que engana os defesas adversários.

A Bélgica e o Japão proporcionaram um dos melhores jogos do torneio. A formação europeia tem bastante qualidade ofensiva, mas o talento nem sempre resolve nas fases de maior aperto. O colectivo acabou por ser determinante na reviravolta mais impressionante do torneio. Os nipónicos estiveram perto de alcançar pela primeira vez os quartos-de-final.

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