Taça da Liga. FC Porto só precisou de desestabilizar a defesa do adversário

Meia Final

Benfica 1 FC Porto 3

Yacine Brahimi, Moussa Marega, Fernando Andrade - Rafa Silva

Os dragões regressam à final para tentarem ganhar a competição pela primeira vez após uma vitória convincente sobre o Benfica. 

Num dos melhores jogos entre as equipas nos últimos anos, a capacidade finalizadora e os desequilíbrios individuais foram fundamentais para conquistar a vitória. 

Durante 30 minutos houve bastante espectáculo no relvado da Pedreira com duas equipas a mostrarem vontade de marcar. No minuto inicial, Marega teve uma oportunidade, mas Svilar fez bem a mancha. Na jogada seguinte foi João Félix que obrigou Vaná a um excelente cabeceamento. 

Os cruzamentos de Corona e Rafa foram fundamentais para causar instabilidade nos dois sectores defensivos, apesar da experiência acumulada por Felipe, Pepe, Rúben Dias e Jardel. Antes dos golos,  Rafa e André Pereira enviaram mais um aviso. 

O minuto 20 marca o início de uma autêntica chuva de golos. Os dragões inauguram o placard aos 24 minutos por Brahimi num lance em que Oliver rouba a bola a Gabriel no meio-campo. O espanhol coloca imediatamente em Marega que remata à baliza. No entanto, Svilar defende precisamente para o sítio onde Brahimi só tem de encostar. 

O tento do empate é muito semelhante, embora seja um contra-ataque iniciado por Jardel. Pizzi cruzou da direita para Seferovic, mas o remate do suíço também encontra a oposição do guarda-redes. O problema é que Vaná possibilita que Rafa consiga a igualdade. 

As emoções não terminaram aos 30 minutos porque Marega faz o segundo golo em mais um lance de desequilíbrio individual de Brahimi, havendo igualmente uma descoordenação na defesa encarnada. 

O ritmo na segunda parte baixou porque a incapacidade atacante do Benfica nunca fez mossa na excelente organização defensiva do adversário, que não permitiu muito espaços a Pizzi e a Gabriel, sendo que, a entrada de Gedson facilitou mais a tarefa. 

O falhanço de Seferovic aos 47 minutos podia dar outro rumo ao jogo, bem como um mau remate de João Félix no minuto 54. O prestação do jovem jogador piorou porque demorou muito tempo a definir a melhor opção na grande área. O FC Porto tinha alguma dificuldade em controlar a profundidade dos encarnados. 

Apesar de pertencerem ao Benfica as melhores situações na etapa complementar, os dragões chegaram ao terceiro golo que fechou as contas. Um lance de ataque rápido permitiu a Fernando Andrade ficar sozinho na cara de Svilar. O guarda-redes esloveno mostrou que está a crescer e pode ser um caso de sucesso. Os dragões entraram menos vezes na área do adversário, mas sempre com muito perigo.

A chave do triunfo desnivelado esteve na forma como o FC Porto aproveitou as debilidades do meio-campo dos encarnados, nomeadamente de Gabriel e Samaris em defender e a atacar, sendo que, não perderam tempo a virar a defesa contrária do avesso.

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